"Erro, que erro? Por me fazer acreditar nos falsos eu te amo? Por me deixar esperando ansiosamente por qualquer que fosse um gesto teu, uma mensagem, uma ligação (...) enfim, qualquer uma dessas? Nossa, você me fez sonhar demais! Me fez ir tão alto, voar pra tão longe, e quanto eu estava quase no topo, você cortou as minhas asas, rapidamente, fui de encontro ao chão. Doeu, doeu tanto, e ainda dói. Mas você não precisa saber disso, não é? Você me entende? Eu acho que não. Eu deveria te odiar, odiar pelas várias vezes que você me deixou no sofá de casa te esperando e você não veio; pelas muitas vezes em que eu só precisava de você ao meu lado e você me trocou... me trocou por um simples jogo de futebol - e por sinal seu time perdeu, hi -; por todas as mensagens sem respostas, pelas ligações em que você não me atendeu, por todas as vezes que eu queria marcar um compromisso contigo e você dizia não puder e, quando eu caminhava na rua, vejamos, lá estava você com seus amigos (...) Mas sabe o mais engraçado de tudo? Eu não te odeio. Eu até te agradeço, de verdade! Não falo isso por estar tramando uma vingança, não mesmo. Depois de tudo me deu uma vontade irracional de cuidar mais de mim, de não morrer, de não sufocar, de não procurar o suicídio, de não ver o suicídio com a melhor - e a única - saída. É, você me ajudou muito. Mas eu ainda espero que um dia você possa entender tudo isso que digo, tudo que senti, e talvez eu ainda sinta, quem sabe. É, um dia você vai descobrir como dói ser deixada de mão, ser levada como opção e não como prioridade. E vais lembrar de mim, quando isso acontecer, se arrependerás de tudo que fez, e talvez venhas atrás de mim, e vou te dizer: Sorry, sua vez já passou."
Por: Steffany A.

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