sábado, 17 de setembro de 2011

"Ao olhar o meu espelho, eu vejo uma garota. Uma garota que, certas horas eu pareço conhecer tão bem, até mais do que ela imagina. Outrora, acho que não sei nada, nem seu nome. Ela não é uma menina problemática, não, não é isso. Mas, durante o dia ela é uma pessoa tão cativante, tão alegre, tão cheia de emoções e, durante a noite, cai a ficha. Ela é totalmente frágil, talvez insegura, e tem medo. Medo do tempo. Ela chora toda a noite, ela revive todo o seu dia, e pensa em tanta coisa, em tantas pessoas, as que estão aqui, e as que já se foram. Ela sente falta de quem já se foi desse mundo, mas, ela sente ainda mais pelas pessoas que estão vivas e, na vida dela estão mortas, infelizmente, sem que ela possa mudar isso. Talvez você esteja se perguntando, e porque ela tem medo do tempo? Eu lhe respondo: ela tem medo deste pois, ele pode apagar a existência dela da vida de tantas pessoas que ela considera importante, ela pode acabar sendo jogada de lado, talvez até esquecida. Engraçado, falando desse jeito, eu aparento conhecê-la tão bem. Mas não se engane, eu não conheço! Ela é misteriosa, tem seus segredos que não conta à ninguém. Talvez por falta de vontade, de confiança, ou de alguém que se interesse em saber. Ela leva a vida assim, tentando ser totalmente independente de tudo e todos, mas nem sempre isso é possível. Ela vive, mesmo sem saber o que quer dizer a doçura do verbo viver."


Por: Steffany A.

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